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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Apple e Amazon investem em mapas próprios - mas por que agora?

Via IDG Now
http://idgnow.uol.com.br/mobilidade/2012/09/20/apple-e-amazon-investem-em-mapas-proprios-mas-por-que-agora/

Indiscutivelmente a maior novidade que pudemos ver no preview do iOS 6 na WWDC da Apple este ano foi que a empresa passou a desenvolver seu próprio software de mapas, botando um fim à longa prática de usar o Google Maps para a navegação no iPhone.

Agora, a Amazon segue os passos da companhia de Cupertino em favor de uma solução interna alimentada por dados de mapas da Nokia, e a rede social Foursquare optou por mudar para o Open Street Map no início deste ano.

As razões para essas mudanças parecem relativamente simples - Apple e Amazon agora competem ferozmente com Google no mercado de smartphones e tablets, e o Foursquare não queria pagar taxas de API ao Google para acessar os mapas (a empresa, desde então, reduziu drasticamente seus preços de API).

Nos casos da Apple e da Amazon, no entanto, uma questão permanece - por que agora? Segundo o vice-presidente de programas da IDC, Karsten Weide, é simplesmente uma questão de ambas as empresas terem avançado o suficiente na área da tecnologia.

"Os mapas são algo muito difícil de ser bem feito", diz ele. "Por um lado, há apenas dois fornecedores de mapeamento de dados navegáveis e globais, o Navteq da Nokia e o Teleatlas do TomTom."

Empresas precisam ou fazer um acordo com um desses ou criar seu próprio conjunto de dados geográficos, o que é um processo demorado e caro. "Em segundo lugar”, acrescentou Weide, "criar um software de mapeamento que merece ser nomeado 'produto de consumo' é algo difícil de fazer. A interface do usuário e sua experiência são coisas difíceis de acertar, especialmente em dispositivos menores”.

É algo com o qual a Apple aparentemente está lutando desde o início. Análises iniciais não acharam os mapas do iOS6 particularmente impressionantes, e o CEO de uma das empresas parceiras da companhia de Cupertino bateu o martelo na decisão de escolher o TomTom como fonte de dados de mapeamento, em entrevista ao Business Insider.

Acredita-se que o Google quer lançar seu próprio aplicativo Mapas para o iOS 6 - a empresa forneceu uma alternativa de app do YouTube para sistema depois que a Apple se livrou do oficial - mas não houve confirmação disso ainda.

A alternativa da Amazon, que ainda está em beta, é alimentada por dados de mapas da Nokia e será oferecida- como o Google Maps - como uma API em grande escala para desenvolvedores.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Novo tablet da Amazon é melhor e mais barato que iPad


Antecipando a chegada do iPad mini, a Amazon apresentou ao público nesta quinta-feira (6) três novos produtos: seu novo e-reader Kindle Paperwhite, uma versão aprimorada do antigo Kindle Fire e seu novo tablet, o Kindle Fire HD, concorrente do iPad, que chega com duas versões: uma com tela de 7 polegadas e outra maior, com 8,9.

Kindle Fire HD custará apenas US$ 159 (Foto: Reprodução/The Verge)

A versão do Kindle Fire HD com tela de 8,9 tem resolução de 1920 x 1200, maior que HD. O aparelho tem um sensor de toque mais fino que os encontrados no mercado, e seu display é menos suscetível a reflexos que o Fire anterior. Além disso, ele conta com conexão Wi-Fi que é 41% mais rápida que a do novo iPad, dois alto-falantes em estéreo e conexão Bluetooth. Seu preço na versão de 7 polegadas é de US$ 199 (cerca de R$ 400) e na versão 8,9 é US$ 299 (cerca de R$ 600), ambos com 16 GB de armazenamento interno. Os aparelhos estarão disponíveis a partir do dia 20 de setembro.

Mas para quem deseja ter um tablet com conexão 4G, a Amazon anunciou também uma versão do Fire HD com a Internet móvel de quarta geração. O aparelho tem as mesmas especificações do modelo com 3G, só com um upgrade no seu armazenamento interno (32 GB) e principalmente no preço: R$ 499 (aproximadamente R$ 1000).

Já a versão 2012 do antigo Kindle Fire, de 7 polegadas, ganhou alguns aprimoramentos no hardware em relação ao modelo anterior: ele recebeu um novo processador, o dobro de memória RAM e uma bateria com muito mais autonomia. O aparelho promete ser 44% mais rápido que o modelo de 2011, e chega às lojas norte-americanas no dia 14 de setembro pelo preço de US$ 159 (cerca de R$ 310).

Novo Kindle Paperwhite com tela iluminada (Foto: Reprodução/Engadget)

Outra novidade mostrada no evento é o novo e-reader da Amazon com tela iluminada, o Kindle Paperwhite. O aparelho é desenhado para ser totalmente touch, e promete ter um ótimo contraste para otimizar a leitura. Além disso, sua bateria dura cerca de 8 semanas sem qualquer recarga. O modelo chega às lojas dos Estados Unidos por US$ 119 (cerca de R$ 240) somente com Wi-Fi e por US$ 179 (algo próximo a R$ 360) na versão com 3G.

A Amazon ainda anunciou que, com a chegada dos novos aparelhos, seu e-reader Kindle mais básico vai passar a custar somente US$ 69 (cerca de R$ 140) e já pode ser encomendado com o novo preço, começando a ser enviado no próximo dia 14.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mais evento! Amazon deve apresentar Kindle Fire 2 amanhã, dia 6.

Via Info

A Amazon deve apresentar, nesta quinta-feira, a segunda geração do tablet Kindle Fire.


O novo modelo chega com a missão de repetir o sucesso do seu antecessor, o segundo tablet mais vendido no mundo em 2011, atrás apenas do iPad, da Apple.

Quando foi lançado, um ano atrás, o Kindle Fire inaugurou uma nova categoria no mercado – a dos aparelhos que custam em torno de 200 dólares nos Estados Unidos. Era um preço radicalmente baixo para um tablet de marca respeitável. Naquele momento, o iPad mais barato custava 499 dólares e os tablets com Android não ficavam muito longe desse preço.

Lançamento do Kindle Fire (Amazon/Divulgação)
Vendido apenas nos Estados Unidos, o espartano Kindle Fire teve sucesso imediato. Um ano depois, porém, ele já foi superado pelo Nexus 7, do Google, e não é mais atraente para o consumidor. Em breve, poderá ter de enfrentar também o iPad mini, da Apple, que, se os rumores se confirmarem, será anunciado em outubro ou novembro. Resumindo, se a Amazon quiser continuar no jogo, precisa apresentar urgentemente uma nova geração do Kindle Fire.

No último dia 30, a Amazon divulgou que o Kindle Fire estava esgotado. Segundo a empresa, o Fire detém 22% do mercado americano de tablets. Ela afirma que o Fire teve 10 mil avaliações cinco estrelas em sua loja online. “É o produto número 1 em vendas entre os milhões de itens disponíveis na Amazon desde seu lançamento 48 semanas atrás”, diz a empresa.

A Amazon convocou a imprensa americana para um evento nesta quinta-feira em Santa Mônica, na Califórnia. Há quase certeza de que a empresa vai apresentar o Kindle Fire 2, além de uma nova geração do e-reader Kindle.

O Kindle Fire original tem apenas 8 gigabytes de capacidade e processador fraquinho. Ele não possui câmera, nem GPS e nem saída de vídeo. Também não oferece acesso à internet via 3G e não tem conexão Bluetooth. O tablet roda uma versão modificada do sistema Android que não tem acesso à loja de aplicativos e conteúdo Google Play. Em vez disso, ele se conecta a uma loja própria da Amazon.

Essas limitações não impediram o tablet da Amazon de fazer sucesso um ano atrás. Mas, agora, o padrão é outro. O Nexus 7, que tem preço entre 199 e 249 dólares, tem câmera frontal, um potente processador com quatro núcleos e até conexão sem fio NFC, para pagamentos por aproximação.Também tem acesso livre ao enorme acervo de aplicativos e conteúdo disponíveis para o Android.

A Amazon vai ter de subir o nível para continuar competitiva. Os rumores que têm circulado indicam que, nesta quinta-feira, ela vai apresentar um novo Kindle Fire de 7 polegadas. O esperado modelo de 10 polegadas ainda não deve virar realidade. O novo Kindle Fire, espera-se, terá processador mais rápido que o atual, mais espaço de armazenamento, tela com resolução maior, câmera e, talvez, saída de vídeo HDMI. Este último item é estratégico para a Amazon.[

As estimativas de custo do mercado indicam que a empresa não tem lucro com a venda do tablet. A empresa de Jeff Bezos ganha dinheiro vendendo conteúdo para os proprietários do tablet. E o vídeo é um tipo de conteúdo importante nesse esquema. A empresa divulgou, nesta semana, um acordo com a Epix para reforçar seu catálogo de filmes. Agora, são 25 mil títulos disponíveis nos Estados Unidos. A saída HDMI permite ligar o tablet a um televisor para ver esses filmes na tela grande. Ou seja, permite que ele substitua o player de DVD ou Blu-ray.

O evento da Amazon nesta quinta-feira será mais um num mês carregado de novidades. Há os tablets que se transformam em notebooks e também os novos smartphones da feira IFA 2012. A Samsung divulogou vários produtos novos em seu evento Unpacked. Ainda nesta quarta-feira, Motorola e Nokia devem revelar mais smartphones. E, na semana que vem, é claro, a Apple deve apresentar o iPhone 5, o produto mais esperado da temporada.